Plataforma para la Promoción de Programas de Posgrado
Doutoramento em Pós-Colonialismos e Cidadania Global
Centro de Estudos Sociais - Faculdade de Economía - Universidade de Coimbra - CES/UC - Portugal
Información General
Director/a: Boaventura de Sousa Santos,Título intermedio: Diploma de Estudos Pós-Graduados.
Modalidad: Presencial Estructurado
Duración: 4 años
Correo Electrónico: [email protected] - [email protected]
Web: http://www.ces.uc.pt/doutoramentos/poscolonialismos/index.php
Teléfono: (351) 239 790 501
Programa Académico
O programa de Doutoramento “Pós-Colonialismos e Cidadania Global” teve início em 2004/2005, iniciando em 2009/2010 a sua quarta edição. Adaptado às formas de organização propostas pela Declaração de Bolonha, este programa faz parte do 3º Ciclo de estudos superiores.
Apesar de Portugal ser o país da Europa com mais contactos durante mais tempo com mais sociedades não-europeias, quase não existem em Portugal estudos pós-coloniais. Por outro lado, os estudos pós-coloniais que hoje proliferam noutros países da Europa e nos EUA tomam como referência praticamente exclusiva o colonialismo anglo-saxónico, não concedendo atenção ao colonialismo ibérico e à primeira modernidade ocidental que ele protagonizou. Esta situação faz com que mesmo nos países que estiveram sujeitos ao colonialismo português os emergentes estudos pós-coloniais tenham como referência o colonialismo britânico, o qual, como sabemos, é substancialmente distinto daquele em termos económicos, políticos, sociais e culturais.
A globalização neoliberal e a resistência a ela, que hoje vai configurando uma globalização alternativa, contra-hegemónica, têm vindo a reclamar, por vias opostas, um aprofundamento da questão do pós-colonialismo. Por um lado, a globalização neoliberal começa hoje a ser vista, mesmo nas instituições da ONU, como uma nova forma de colonialismo. Por outro lado, os movimentos que constituem a globalização alternativa estão cada vez mais cientes de que a resistência à globalização neoliberal tem que ser entendida como construção de um paradigma de pós-colonialidade, em que as dimensões económicas, sociais e culturais sejam analisadas no contexto muito mais amplo da história, da cultura, das artes, da literatura e da epistemologia dos povos que partilharam, em posições muito desiguais, a zona colonial.
OBJECTIVOS:
O Programa tem como horizonte epistémico a discussão das possibilidades de construção de um novo saber mais amplo, plural e híbrido, reflectindo a multi-situacionalidade das suas origens. Ou seja, sem negar a importância da ciência moderna, o desafio deste Programa centra-se na proposta de criação de um conhecimento solidário, ou seja, de um conhecimento contextualizado, que permita desenvolver paradigmas endógenos, que articulem saberes heterogéneos. Esta será a chave para o desenvolvimento sustentável, permitindo, simultaneamente, superar as injustiças cognitivas e fundar alianças consistentes e equitativas entre investigadores do 'Norte' e do 'Sul'.
De facto, a expansão colonial não se ficou apenas pelos campos económico e político. E muito menos terminou com o fim dos impérios coloniais. Por isso importa avaliar no conjunto como é que este 'Sul' foi e continua a ser afectado por este processo de colonização, por forma a lançar as bases de um novo paradigma científico, onde os diferentes saberes terão lugar, todos eles possivelmente relacionados e legitimados por quem a eles recorre e os consagra como forma de poder.
Neste Programa, a análise da configuração dos campos de saber é usada para detectar a persistência da 'colonialidade' enquanto forma de poder, recorrendo a uma análise mais rigorosa de algumas áreas de controvérsia, como é o caso das teorias do Estado e do Direito, dos saberes, da constituição de cidadanias, através de conflitos sobre o desenvolvimento, etc.
O Programa procura captar dois momentos centrais: a relação hegemónica entre as experiências e o que nestas está para além dessa relação. É neste duplo movimento que as experiências sociais se oferecem a relações de inteligibilidade recíproca que não redundem na canibalização de umas por outras. Daí a centralidade do conceito de tradução. O trabalho de tradução incide tanto sobre os saberes como sobre as práticas (e os seus agentes). A tradução entre saberes assume a forma de uma hermenêutica diatópica, permitindo a criação de pontes interpretativas entre duas ou mais culturas com vista a identificar preocupações isomórficas entre elas e as diferentes respostas que fornecem para elas.
Em suma, este Programa procura constituir-se como um espaço reflexivo de aprendizagem sociológica aplicada sobre a complexa realidade social presente no mundo, e um horizonte alargado de debate e apuramento teórico, metodológico e técnico sobre as matérias nele em questão.
Apesar de Portugal ser o país da Europa com mais contactos durante mais tempo com mais sociedades não-europeias, quase não existem em Portugal estudos pós-coloniais. Por outro lado, os estudos pós-coloniais que hoje proliferam noutros países da Europa e nos EUA tomam como referência praticamente exclusiva o colonialismo anglo-saxónico, não concedendo atenção ao colonialismo ibérico e à primeira modernidade ocidental que ele protagonizou. Esta situação faz com que mesmo nos países que estiveram sujeitos ao colonialismo português os emergentes estudos pós-coloniais tenham como referência o colonialismo britânico, o qual, como sabemos, é substancialmente distinto daquele em termos económicos, políticos, sociais e culturais.
A globalização neoliberal e a resistência a ela, que hoje vai configurando uma globalização alternativa, contra-hegemónica, têm vindo a reclamar, por vias opostas, um aprofundamento da questão do pós-colonialismo. Por um lado, a globalização neoliberal começa hoje a ser vista, mesmo nas instituições da ONU, como uma nova forma de colonialismo. Por outro lado, os movimentos que constituem a globalização alternativa estão cada vez mais cientes de que a resistência à globalização neoliberal tem que ser entendida como construção de um paradigma de pós-colonialidade, em que as dimensões económicas, sociais e culturais sejam analisadas no contexto muito mais amplo da história, da cultura, das artes, da literatura e da epistemologia dos povos que partilharam, em posições muito desiguais, a zona colonial.
OBJECTIVOS:
O Programa tem como horizonte epistémico a discussão das possibilidades de construção de um novo saber mais amplo, plural e híbrido, reflectindo a multi-situacionalidade das suas origens. Ou seja, sem negar a importância da ciência moderna, o desafio deste Programa centra-se na proposta de criação de um conhecimento solidário, ou seja, de um conhecimento contextualizado, que permita desenvolver paradigmas endógenos, que articulem saberes heterogéneos. Esta será a chave para o desenvolvimento sustentável, permitindo, simultaneamente, superar as injustiças cognitivas e fundar alianças consistentes e equitativas entre investigadores do 'Norte' e do 'Sul'.
De facto, a expansão colonial não se ficou apenas pelos campos económico e político. E muito menos terminou com o fim dos impérios coloniais. Por isso importa avaliar no conjunto como é que este 'Sul' foi e continua a ser afectado por este processo de colonização, por forma a lançar as bases de um novo paradigma científico, onde os diferentes saberes terão lugar, todos eles possivelmente relacionados e legitimados por quem a eles recorre e os consagra como forma de poder.
Neste Programa, a análise da configuração dos campos de saber é usada para detectar a persistência da 'colonialidade' enquanto forma de poder, recorrendo a uma análise mais rigorosa de algumas áreas de controvérsia, como é o caso das teorias do Estado e do Direito, dos saberes, da constituição de cidadanias, através de conflitos sobre o desenvolvimento, etc.
O Programa procura captar dois momentos centrais: a relação hegemónica entre as experiências e o que nestas está para além dessa relação. É neste duplo movimento que as experiências sociais se oferecem a relações de inteligibilidade recíproca que não redundem na canibalização de umas por outras. Daí a centralidade do conceito de tradução. O trabalho de tradução incide tanto sobre os saberes como sobre as práticas (e os seus agentes). A tradução entre saberes assume a forma de uma hermenêutica diatópica, permitindo a criação de pontes interpretativas entre duas ou mais culturas com vista a identificar preocupações isomórficas entre elas e as diferentes respostas que fornecem para elas.
Em suma, este Programa procura constituir-se como um espaço reflexivo de aprendizagem sociológica aplicada sobre a complexa realidade social presente no mundo, e um horizonte alargado de debate e apuramento teórico, metodológico e técnico sobre as matérias nele em questão.
Serão admitidos à candidatura à matrícula no programa os titulares da licenciatura em Sociologia ou noutras Ciências Sociais e Humanas com classificação mínima de 16 valores ou de um título de mestrado.
O Conselho Científico poderá admitir à candidatura à matrícula candidatos possuidores de uma outra licenciatura ou mestrado cujo curriculum revele uma adequada preparação de base.
Excepcionalmente, o Conselho Científico poderá, ainda, admitir à candidatura à matrícula candidatos cujo curriculum demonstre uma adequada preparação científica de base, ainda que a sua classificação de licenciatura seja inferior a 16 valores.
Os candidatos que preencham as condições definidas no artigo 2º do Regulamento dos Doutoramentos da Universidade de Coimbra poderão ser admitidos directamente à preparação de doutoramento, sob condição da frequência das unidades curriculares do programa.
Os candidatos que tiverem obtido grau de mestre no âmbito deste Programa poderão ser admitidos à preparação de doutoramento mediante decisão favorável do Conselho Científico, sob parecer da coordenação do Programa.
- Curriculum académico e científico;
- Experiência profissional;
- Classificação de licenciatura e/ou Classificação de mestrado;
- Proposta de plano de trabalhos de investigação (5 a 10 páginas, Times New Roman, 12, espaço e meio);
- Conhecimento de língua estrangeira (língua inglesa);
- Entrevista (opcional).
O Conselho Científico poderá admitir à candidatura à matrícula candidatos possuidores de uma outra licenciatura ou mestrado cujo curriculum revele uma adequada preparação de base.
Excepcionalmente, o Conselho Científico poderá, ainda, admitir à candidatura à matrícula candidatos cujo curriculum demonstre uma adequada preparação científica de base, ainda que a sua classificação de licenciatura seja inferior a 16 valores.
Os candidatos que preencham as condições definidas no artigo 2º do Regulamento dos Doutoramentos da Universidade de Coimbra poderão ser admitidos directamente à preparação de doutoramento, sob condição da frequência das unidades curriculares do programa.
Os candidatos que tiverem obtido grau de mestre no âmbito deste Programa poderão ser admitidos à preparação de doutoramento mediante decisão favorável do Conselho Científico, sob parecer da coordenação do Programa.
- Curriculum académico e científico;
- Experiência profissional;
- Classificação de licenciatura e/ou Classificação de mestrado;
- Proposta de plano de trabalhos de investigação (5 a 10 páginas, Times New Roman, 12, espaço e meio);
- Conhecimento de língua estrangeira (língua inglesa);
- Entrevista (opcional).