Artes, Ativismos e Memórias: os arquivos das histórias dos povos

 Artes, Ativismos e Memórias: os arquivos das histórias dos povos


Seminario 2230

COORDINACIÓN: Marisa Ramos Gonçalves, María Paula Meneses e Iolanda Vasile (CES – Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra)

EQUIPO DOCENTE: Camilo Sousa (Realizador, Ébano Multimédia, Moçambique); Claudia Howald (CES, Universidade de Coimbra, Portugal); Fabián Cevallos Vivar (Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa, Portugal); Ifigenia Garcés Urrutia (Directora, Escuela Artística e Cultural Mojiganga, Colômbia); Inês Nascimento Rodrigues (CES, Universidade de Coimbra, Portugal); Yara Monteiro (Escritora, Angola); Iolanda Vasile (CES, Universidade de Coimbra, Portugal); Lara Sousa (Realizadora, Moçambique); Maria Paula Meneses (CES, Universidade de Coimbra, Portugal); Marisa Ramos Gonçalves (CES, Universidade de Coimbra, Portugal); Raquel Ribeiro (Instituto de História Contemporânea, FCSH/NOVA, Portugal); Vannessa Hearman (Faculty of Humanities, Curtin University, Australia).

Inicio: 01/09/2022 | Inscripción: 27/07/2022 al 30/08/2022

Carga horaria: 12 semanas – 90 horas.


Em muitas sociedades do Sul global, profundamente marcadas pela relação colonial, o conhecimento sobre a sua história é construído sobre pressupostos, metodologias e fontes que perpetuam a manutenção de perspetivas eurocêntricas. Esta é uma herança colonial que se pretende substituir por uma agenda de produção de conhecimentos plurais e traduções interculturais, partindo de um olhar analítico sobre as histórias orais, coletivas e pessoais, a partir das artes e dos espaços de criatividade.

O seminário apresenta pesquisas realizadas em vários contextos sociais e políticos, refletindo sobre como a educação das novas gerações sobre as histórias e lutas por justiça social têm encontrado nas expressões culturais e artísticas como o cinema, a literatura, o teatro, a música, as artes plásticas, as narrativas orais, as artes de rua, meios privilegiados para comunicar, produzir conhecimentos sobre essas histórias e as suas identidades culturais.

Este curso tem por objetivo central ajudar a preencher as lacunas da “biblioteca colonial” (Mudimbe, 1988), analisando a história dos povos guardadas noutras bibliotecas, cartografias e arquivos que contêm conhecimentos, expressões artísticas e culturais anteriormente relegadas para o plano da oralidade, da subjetividade, do "atraso civilizacional" e falta de rigor científico, por não corresponderem ao cânone do conhecimento europeu (Meneses, 2016). Desenvolvido a partir da proposta teórico-metodológica da sociologia das ausências e das emergências de Boaventura de Sousa Santos, este curso tem por objetivo dar visibilidade a factos e atores/as que têm sido ativamente produzidos como inexistentes pelas dominantes. A partir dos desafios que as Epistemologias do Sul colocam – dar voz aos que o cânone eurocêntrico não ouve e promover uma tradução intercultural entre experiências e lutas – este curso escolhe análises multidisciplinares e situadas, com base na história oral, estudos pós-coloniais, estudos culturais e artísticos, como abordagem privilegiada para desconstruir o silenciamento produzido por interpretações hegemónicas. Para amplificar a diversidade reflexiva e metodológica, o curso integra um grupo diversificado de docentes, incluindo artistas e académicos/as. Estes e estas apresentarão os seus contributos aos debates através de aulas online síncronas e assíncronas; estas aulas serão acompanhadas de textos analíticos, filmes e fotografias que permitem enriquecer o conhecimento sobre as realidades tratadas durante o curso. Enquanto proposta teórica e metodológica, este seminário sobre a história e as memórias de lutas no Sul global oferece aos/às estudantes ferramentas que possibilitem (re)aprender a escutar, conhecer e aprofundar as epistemologias do sul, fornecendo-lhes inspiração e ferramentas que serão úteis para o desenvolvimento dos seus trabalhos de investigação-ação, nas suas práticas artísticas e intervenções cidadãs.

  • Quando a argila descobre histórias vividas por mulheres
  • Filmando a construção da nação moçambicana – desafios e realizações
  • Música e Lutas de Libertação: resistência, anticolonialismo e memória
  • Literatura enquanto arquivo vivo: a obra de Yara Monteiro
  • O “arquivo histórico intergeracional” em Timor-Leste
  • Performar el cuerpo-territorio en la favela, una experiencia de la Maré, Rio de Janeiro
  • Arte de protesto na Indonésia e Timor-Leste durante o autoritarismo e a democratização
  • Disputas pela história, disputas pela memória em Angola e Cuba: o papel da literatura
  • Juventudes afrocolombianas, activismo y arte: otras narrativas cuestionando categorías en los márgenes
  • Balona de Oliveira, Ana (2022), “Elas Aqui: Mulheres Artistas de Angola, de Moçambique e das Diásporas e os Circuitos da Arte Contemporânea”, in Wieser, Doris; Falconi, Jessica (org), DecliNações: Questionando Identidades Nacionais, Género e Sexualidade. Coimbra: CES/Almedina
  • Barros, Miguel de e Redy Wilson Lima (2012), “Rap Kriol(u): o pan-africanismo de Cabral na música de intervenção juvenil na Guiné-Bissau e em Cabo Verde”. Realis – Revista de Estudos Antiutilitaristas e Pós-coloniais 2, no. 2, 88-116.
  • Cevallos Vivar, Fabián (2021). “Corpo-política epistémica: a monstruosidade falante”. AILP-CSH. pp. 1-10. 
  • Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (2005), Chega! Relatório da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação de Timor-Leste: Resumo Executivo. Díli, Timor-Leste: CAVR, pp. 10-18; 52-59.
  • Costa, Elaine, Barbosa Jorge Luiz (2016). “Rolezinho: Territórios e Territorialidades em Ciberculturas”. Revista Z Cultural. UFRJ: Rio de Janeiro. Pp. 1-8. 
  • Díaz-Boada, S. A. (2017). Genocidio, paramilitares y víctimas en Indonesia. Una revisión del documental The Act of Killing (2012). Jangwa Pana16(1), 76–89.
  • Gonçalves, Marisa Ramos (2016), “As Artes de Rua Em Timor-Leste: Entre o Passado e o Futuro”, em Feijó, Rui (ed.), Timor-Leste: Colonialismo, Descolonização, Lusutopia. Porto: Edições Afrontamento, pp. 477–499.
  • Howald, Claudia (2022, en publicación). “Ciudadanía, ¿por qué no? Prácticas políticas de juventudes afrocolombianas en Quibdó”. Perspectivas Afro.
  • Jaramillo Marín, Jefferson, Érika Parrado Pardo, y Wooldy Edson Louidor (2019). “Geografías violentadas y experiencias de reexistencia. El caso de Buenaventura, Colombia, 2005-2015”. Íconos - Revista de Ciencias Sociales (64):111–36. doi: 10.17141/iconos.64.2019.3707.
  • Memórias Aparições Arritmias, de Yara Nakahanda Monteiro (Companhia das Letras, 2021) por Doris Wieser.
  • Meneses, Maria Paula (2018), “Singing Struggles, Affirming Politics: Mozambique's Revolutionary Songs as Other Ways of Being (in) History”. In Mozambique on the Move, edited by Sheila Pereira Khan; Maria Paula Meneses and Bjørn Enge Bertelsen. Leiden: Brill, 254-278.
  • Noronha, Isabel (2018), “Tacteando o Indizível”, Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP.
  • Ondjaki (2001), Bom dia, camaradas (Lisboa: Caminho). Edição em português
  • Ondjaki (2018), Buen día, camaradas (Buenos Aires: Ed. Puerto de Palos) Edición en español
  • Paramaditha, Intan (2019) Narratives of discovery: Joshua Oppenheimer’s films on Indonesia’s 1965 mass killings and the global human rights discourse, Social Identities, 25:4, 512-522.
  • Rodrigues, Inês Nascimento (2021), Simulação de 1h de emissão da Rádio Libertação (PAIGC), Programa de Rádio. Coimbra: Rádio Universidade de Coimbra.
  • Santos, Boaventura de Sousa (2019). La Desmonumentalización del Conocimiento Escrito y Archivístico, en El fin del imperio cognitivo: La afirmación de las epistemologías del Sur, Madrid: Editorial Trotta. (Pp. 260-268; 276-286)
  • Vasile, Iolanda (2021). ““Essa Dama Bate Bué” e o Cânone Literário Angolano”. Studia UBB Philologia, LXVI, 4, 2021, p. 239 – 250.
  • “As minhas raízes são africanas e as minhas asas são europeias”, entrevista a Yara Monteiro por Doris Wieser.
  • “Mulheres do barro”
  • “Reinata Sadimba, palabras de barro"
  • Filme: Fin (2018). Realização: Lara Sousa. Com Camilo de Sousa e Lara de Sousa.

 



Descuento en un pago hasta el 31/08

En un pago después del 31/08

CM Plenos

USD 75

USD 150

CM Asociados

USD 95

USD 190

Sin vínculo

USD 95

USD 190


Preguntas frecuentes

Los requisitos básicos para cursar un seminario son:

  • Disposición de al menos 4 horas a la semana para dedicar al cursado del seminario.
  • Acceso a internet.
  • Razonable manejo de las herramientas de comunicación e informática.
  • Manejo del idioma en el que será dictado el curso. Los idiomas oficiales son español y portugués.
Los seminarios tienen una extensión de 12 semanas, más la elaboración de un trabajo final. Se acreditarán 90 horas de dedicación total.
Un curso consta de doce clases, cada una de ellas acompañada por bibliografía de lectura obligatoria, bibliografía complementaria, foros de debate y actividades de formación propuestas por el equipo docente, entregas parciales y un trabajo final. La cursada es virtual y asincrónica. Algunos/as docentes pueden proponer actividades sincrónicas. En esos casos, el horario y la fecha serán acordados previamente entre el equipo docente y los/as estudiantes, a fin de garantizar la participación de todos/as. Para la aprobación del seminario se requiere participar en al menos el 80% de los foros de debate y las actividades propuestas por los/as docentes, haber cumplido con las entregas parciales pautadas y aprobar el trabajo final.

 



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Las formas de pago posibles son por tarjeta de crédito, transferencia y depósito bancario.