Luchas y memoria en el arte latinoamericano

 Luchas y memoria en el arte latinoamericano


Seminario 2208

Cátedra: CLACSO
Coordinación: Ana Rüsche (Flacso Brasil)

Inicio: 23/03/2022 | Inscripción: 15/12/2021 al 22/03/2022

Carga horaria: 12 semanas – 90 horas.


Manifestações artísticas na América Latina são reconhecidas por dialogarem com movimentos de resistência e amplificarem demandas de movimentos sociais. Em contraste com outras tradições artísticas internacionais, a produção latinoamericana é caracterizada por seu pendor às lutas populares e ao repúdio de forças autoritárias, mesmo que entre o meio artístico haja as mais diferentes posições ideológicas individuais.

O seminário pretende abordar a produção artística em diferentes países e tradições no período de 1970 aos dias de hoje. As obras escolhidas, com destaque à literatura, para análise marcaram as respectivas épocas, não somente galardoadas com prêmios, mas sendo marcadas, antes de tudo, por uma perspectiva de arte popular. A arte, expressa muitas vezes por meio de produtos culturais, situa-se em um campo de tensões hegemônicas constantes — por um lado, dependente de modelos de distribuição capitalista para remuneração e sobrevivência de artistas, com cadeias produtivas técnicas complexas — a exemplo das produções audiovisuais, fonográficas e editorias; por outro, questionando e discutindo, mesmo que seja imaginariamente, essa mesma distribuição. Mais complexas essas tensões apresentam-se em momentos de censura ou de acirramentos causados pela ascensão da extrema direita em pontos do continente. Assim, ao discutir arte e resistência, essas tensões se mostram um terreno relevante de análise.

As obras escolhidas passam por diferentes regiões e épocas, com ênfase na resistência contemporânea. O programa inicia-se com a experiência de exílio e resistência contra a ditadura, com o icônico álbum do brasileiro Caetano Veloso de 1969 e com as intervenções do coletivo chileno CADA — Colectivo de Acciones de Arte, formado originalmente por Fernando Balcells, Juan Castillo, Diamela Eltit, Lotty Rosenfeld e Raúl Zurita em 1979.

Depois discutem-se obras que apresentam a questão da memória ligada a grupos que sofrem apagamentos constantes, a exemplo de grupos LGBTQIA+ e pessoas negras, discussões trazidas nos textos Hablo por mi diferencia, manifesto do chileno Pedro Lemebel (1986), poemas do uruguaio Alfredo Fressia e do argentino Néstor Perlongher, publicados nos anos de 1990 e trechos da narrativa histórica Eu, Tituba: bruxa negra de Salem, da escritora de Guadalupe Maryse Condé (1986, com título original Moi, Tituba, sorcière… noire de Salem).

No século XXI, o programa percorre o tema da memória e resistência tendo como base a ideia de pertencimento e a sobrevivência diante de um cenário econômico de recessão e desemprego, sobrecarregando mulheres. Para essa discussão foram escolhidas o conto  Olhos D'água, da brasileira Conceição Evaristo (2015), e o filme Pela Janela, direção de Carolina Leone, produzido na Argentina e no Brasil (2017). Avançando nas questões de gênero, foram escolhidas as obras Soñarán en el Jardín, da mexicana Gabriela Damián Miravete (2015), que discute a questão do feminicídio e o conto A sua imagem, de Teresa Mira de Echeverría (2015), acrescentando a camada do colonialismo na equação.

O programa encerra-se com a discussão ecológica pautada por várias vozes artísticas do continente. Para abordar esse tema, escolheu-se o texto Conversatório sobre o Bem Viver, do educador boliviano Mario Rodríguez Ibáñez (2016) e as narrativas Tsintatak, de Ateri Miyawatl (2020), escritora nahua, e Semilla, da mexicana Illiana Vargas (2019).

Haverá sete aulas teóricas, com a exposição e debate sobre obras de arte, e três aulas práticas, nas quais haverá exercícios de criação e elaboração de rascunhos de ensaios sobre os temas discutidos. Para quem cursar o seminário, além das leituras e discussões, será proposto o exercício de elaborar um "Diário de campo", um caderno de anotações e reflexões, para que observem seu entorno e suas descobertas criativas. A entrega final do trabalho poderá ser realizada nos moldes de um artigo científico ou um ensaio, mas também nos moldes de uma narrativa ficcional em prosa sobre algum dos temas abordados no curso, acompanhada de um texto dissertativo com respectiva justificativa teórica.

 

  • Ditadura e exílio
  • Unicórnios, éguas e a irrupção dissidente
  • Tituba, romance histórico
  • A arte da sobrevivência
  • Prática de ensaio: memória e cotidiano
  • Imagens utópicas
  • Estranhamento e colonização
  • Desafios ecocríticos
  • Prática: memória e cotidiano
  • Prática: resistência e imaginação
  • CONDÉ, Maryse. Tituba: Bruxa negra de Salem (trad. Natalia Polesso). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2019. (trechos escolhidos)
  • ECHEVERRÍA, Teresa Mira. "A su imagen". In Próxima #4, Primavera. Buenos Aires: Ayarmanots, 2009. (em português, A sua imagem, trad. Toni Moraes, Monomito, 2019).
  • ECHEVERRÍA, Teresa Mira. “New Weird: siempre es posible otra realidad“. In Origen cuántico, novembro de 2018. Prêmio Ignotus 2019 de Melhor Artigo. (em português: O New Weird e a potência de transformação da realidade. Revista Fantástika 451, v. 3, 2020, p. 135-145)
  • EVARISTO, Conceição, "A escrevivência e seus subtextos" e "Da grafia-desenho de minha mãe, um dos lugares de nascimento de minha escrita". In DUARTE, Constância Lima e NUNES, Isabella Rosado (org). Escrevivência: a escrita de nós. Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Rio de Janeiro : Mina Comunicação e Arte, 2020.
  • EVARISTO, Conceição. "Olhos D'Água". In Olhos D'Água. São Paulo: Pallas, 2013.
  • FEDERICI, Silvia. O Calibã e a Bruxa. São Paulo, Elefante, 2018.
  • FRÁGUAS, Márcia (2019). The empty boat: A experiência da prisão e do exílio em Caetano Veloso (1969). Opiniães, (15).
  • FRESSIA, Alfredo. Canto desalojado (trad. Fabio Aristimunho Vargas). Campinas: Lumme, 2010.
  • IBÁÑEZ, Mario Rodríguez. Conversatório sobre o Bem Viver, Desafios do fazer político em nosso tempo. Ponto de debate, Fundação Rosa Luxemburgo, número 4, janeiro de 2016.
  • LARROSA, Jorge. El Ensayo y la Escritura Académica. Revista Propuesta Educativa, Año 12, Nº 26, Buenos Aires, FLACSO, julio 2003.
  • LEMEBEL, Pedro. "Hablo por mi diferencia". In SUTHERLAND, Juan Pablo (org.). A corazón abierto: geografía literaria de la homosexualidad en Chile. Santiago de Chile: Sudamericana, 2002.
  • LEONE, Carolina (direção). Pela Janela. Drama, 1h27min de duração, Argentina e Brasil, Argentina, 2017.
  • MIÉVILLE, China. Los Límites de la Utopía, trad. Daniel Mesa Betancur. Publicação original na revista Savage, Londres, 2014.
  • MIRAVETE, Gabriela Damián. "Soñarán en el Jardín". In Latin American Literature Today, v. 1, n. 6, mayo 2018.
  • MIYAWATL, Ateri. “Tsintatak” In Strange Horizons, november 2020.
  • NELLY, Richard. Márgenes e Institución. In Arte en Chile desde 1973: escena de avanzada y sociedad. Santiago: FLACSO, 1987, p. 1-13.
  • PERLONGHER, Néstor. "Como reina que acaba" ("Como rainha que acaba", trad. Josely Vianna Baptista). In Néstor Perlongher. Poesia de Ibero América, site Antonio Miranda.
  • Registro fotográfico: Para no morir de hambre en el arte, acción del CADA, Revista Hoy, 1979.
  • SALOMONE, Mariano. Pensar las transiciones socioecológicas como illas, entrevista a Mario Rodríguez Ibáñez. In Senti-pensarnos Tierra, Boletín del Grupo de Trabajo Ecología(s) política(s) desde el Sur/Abya-Yal, CLACSO, número 4, junio 2021, p. 17-42.
  • VARGAS, Illiana. Semilla. In Exchanges, Journal of Literary Translations, The University of Iowa, College of Liberal Arts & Sciences, Issue Interations, Fall 2019.
  • VELOSO, Caetano. Caetano Veloso. Phonogram/Polygram, 1969.

 



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