14 de agosto, 2019

100.000 mulheres camponesas no Marcha das Margaridas no Brasil

A reforma da previdência, a liberação desenfreada de agrotóxicos no governo de Jair Bolsonaro, a mineração em terras indígenas e o femicídios estiveram na pauta da Marcha das Margaridas, que ocorreu el 13 y 14 de agosto. O Eixo Monumental, em Brasília, foi ocupado por 100 mil mulheres, segundo a organização, “na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

A marcha é considerada a maior ação de mulheres da América Latina. Ela reúne as demandas por políticas públicas de trabalhadores que produzem comida sem veneno e prezam pela conservação do ambiente. O nome do evento é uma homenagem a Margarida Alves, trabalhadora rural e ex-presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Grande, na Paraíba. Ela foi executada por fazendeiros há 36 anos por lutar por direitos trabalhistas. Desde 2000, as mulheres do campo, quilombolas, pescadoras, ribeirinhas, indígenas, quebradeiras de coco e trabalhadoras urbanas foram às ruas para continuar a luta de Margarida Alves.